Marketing e restaurantes (inovadores x tradicionais)

Gestão 14 October, 2014 Jefferson Alex

Um ponto que intriga muitos donos de restaurantes, principalmente aos mais novos no ramo, é que os clientes que procuraram frequentar seu estabelecimento quando ele era uma novidade logo o deixam para visitar aquele antigo e tradicional café, restaurante ou lanchonete concorrente. A explicação disso está na estratégia aplicada para atrair esse público inicial.
Todo tipo de negócio é passível de sucesso, tanto quanto pode fracassar nos primeiros meses de vida, não deixando margem para reinvestimento ou tentativas de melhorar. Isso não é caso de se desesperar, também não é para ficar esperando no que vai dar. Neste ponto eu puxo um assunto que ainda não encontrei referências, até agora, na internet. Caso o leitor deste post encontre ficarei muito feliz se compartilhar comigo. O assunto que trato aqui é sobre marketing – não propaganda, publicidade ou divulgação, mas MARKETING – e uma observação que vou me concentrar para explicar minha teoria é sobre ações que envolvem empresas, no ramo de restaurantes e afins, para tentar atrair, fidelizar e engajar seus clientes público-alvo do estabelecimento. Primeiramente é bom esclarecer o paradoxo envolvido no título desse artigo. Vou tentar ser breve na minha explicação (quem me conhece sabe que isso é bem difícil). Marketing para restaurante envolve uma estratégia definida, porém, como toda estratégia, deve ser analisada durante sua execução. Nesse ponto temos duas estratégias que são comumente escolhidas por donos de restaurantes – talvez intuitivamente ou propositalmente – são elas: a de ser tradicional ou promover interesse pela novidade. Independente da escolha que o estabelecimento faça, o importante é escolher, pois não tem como manter um local sempre com novidades e promovendo um ambiente com aquela cara conservadora e tradicional – existem exceções a toda regra, mas o esforço é muito grande para conseguir. Estabelecimentos que promovem tradição são aqueles que possuem um ambiente acolhedor, atendimento padrão – às vezes o garçom conhece os clientes pelo nome e detém sua preferência. Nesse estabelecimento os móveis, a decoração, os garçons e até o cardápio passa para o cliente uma sensação de que ele sabe o que pode esperar. Nesse tipo de estratégia e modelo de negócio os erros são muito comuns e mais facilmente percebidos pelos clientes, frequentadores mais assíduos. Os mais perceptíveis são os de atendimento ou o de falta de algo no cardápio, sendo o primeiro essencial para determinar se o cliente voltará ou fará propaganda negativa ao seu ciclo. É importante frisar que promover um ambiente tradicional não é simplesmente colocar detalhes na decoração de madeira (ou que lembrem), mogno ou algo que remeta a coisa antiga. Existem muitos ambientes que conseguem vender o tradicionalismo sem ter que apelar para o velho, assim como existem ambientes de novidade que vão achar que são tradicionalistas por ter detalhes rústicos em sua decoração. Por outro lado, temos os ambientes de novidade. Esses são facilmente identificados, não pelo fato de terem aberto há pouco tempo – até porque um ambiente consegue ser tradicional e familiar desde que abre – mas pelo seu modo de atrair o cliente com atrações musicais, promovendo eventos e sugerindo modificações em seu cardápio (testes e sugestões ao cliente). Assim como no ambiente citado anteriormente, não adianta colocar uma decoração colorida, um som alto, e vestir os garçons com bandana na cabeça só para dizer que o local é inovador ou “super alternativo”, isso pode até fazer seu estabelecimento diferente, porém corre um sério risco de ser abandonado em pouco tempo. No próximo post explico um pouco mais sobre esse assunto e iniciaremos uma análise estratégica de marketing sobre esses dois ambientes de restaurante.

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Jefferson Alex

Analista de Marketing com especialização em projetos digitais. Designer em formação, analista de sistemas e sempre em busca de aprendizado contínuo.