[UX Zero] O que é UX e como iniciar

Design, Séries 20 November, 2017 Jefferson Alex

Estou iniciando uma série de posts sobre desenvolvimento de artefatos, com metodologias centradas no usuário. Esse é o primeiro artigo que faço na série e vou começar falando sobre UX.

Há alguns anos venho estudando e acompanhando as discussões sobre UX (experiência do usuário). Há mais de 7 anos que eu trabalho com desenvolvimento para web, mas há uns 4 ou 5 anos eu me dedico especialmente a análise de interfaces e desenvolvimento centrado no usuário.

Essa série de posts que vou começar aqui é para explanar um pouco sobre as descobertas e detalhes de projetos, além de expor algumas técnicas e trabalhos sobre a temática de projeto.

Por quê UX Zero?

A ideia é falar sobre experiência do usuário, incluindo técnicas de design de interfaces e exemplos de boas práticas… mas sempre com uma linguagem acessível, partindo do “zero” sobre experiência e comportamento do usuário.

Vou mostrar também sobre algumas ferramentas e técnicas para UI (user interface), mostrando alguns protótipos e métodos de criação. Além disso, testes com usuários e discussão sobre interação e acessibilidade.

Por onde começar? (Gênesis)

Como nem tudo é luz, no início, existem alguns caminhos obscuros para começar a compreender sobre experiência do usuário. A discussão mais acertada que você pode entrar é sobre colocar o usuário no centro do projeto, fazendo com que as decisões sejam tomadas de acordo com o que você conhece sobre o comportamento dele.

O que isso significa? É basicamente resumido no termo “Design Centrado no Usuário”. Se você colocar isso lá no Google, vai encontrar várias citações que envolvem os nomes de Don Norman, entre outros, além de algumas variações de “design emocional”.

Basicamente é porque tudo começa com o usuário. Projetamos “coisas” para usuários, sejam eles humanos ou outros animais. Os projetos de interfaces para web sites, aplicativos e painéis automotivos, por exemplo, sempre devem levar em consideração qual é a necessidade do usuário, em que momento ele vai usar e qual o cenário de uso.

Um exemplo que está no livro de Garret(2001) é sobre o painel de um carro. Acidentes envolvendo veículos podem ocorrer decorrente da disposição do botão de ligar ou aumentar o volume do rádio. Parece bem dramático, mas é fato e é um dos motivos do código de trânsito brasileiro (CTB) tratar dos movimentos ao dirigir (vide Art. 252, inciso V). Que coisa, não?

Acidentes já foram causados porque os controles de ar condicionado e equipamento de som estão longe do volante, fazendo com que o usuário precise desviar o olhar para acertá-los. No trânsito não se deve perder a atenção um só instante, por isso muitas marcas já adaptaram os controles de som, discagem e ar condicionado para serem acessados por botões no volante.

Enfim… esse é apenas o começo de como devemos começar a analisar a experiência do usuário e projetar “coisas” para seu cotidiano, pensando no cenário e em todas as interferência de uso que podem acontecer.

Uma abordagem de Design Thinking

Ainda tenho minhas ressalvas sobre os métodos e sobre a metodologia, mas eu apoio a utilização e, com alguns critérios para seleção e condução das etapas, aplico em vários projetos para obter um apoio no processo de desenvolver novos produtos.

O interessante do Design Thinking é que começa pelo usuário e termina com o usuário. Possuindo, basicamente, 5 etapas e iniciando pelo conhecimento total do cenário. Isso é entendido como “imersão”, onde a equipe de desenvolvimento (ou P&D) precisa entender o problema como o usuário sente. Isso faz uma enorme diferença, já que a equipe que desenvolve muitas veze não possui representantes que caracterizem o público-alvo do projeto.

Bom, para uma introdução eu fico por aqui.

Nos próximos posts eu pretendo abordar algumas técnicas de desenvolvimento e outras discussões sobre usabilidade, análise centrada no usuário e projetos de interface. Até mais…

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Jefferson Alex

Analista de Marketing com especialização em projetos digitais. Designer em formação, analista de sistemas e sempre em busca de aprendizado contínuo.